Apurado pelo site UOL Confere
Publicações nas redes sociais enganam ao associar ao caso Epstein um depoimento em vídeo de uma criança, no qual ela relata ter sido vítima de um ritual satânico e com prática de canibalismo.
As imagens são de 2014 e não têm qualquer relação com o escândalo envolvendo o bilionário. Embora o vídeo seja real, trata-se de uma acusação falsa contra o pai do garoto, em uma trama armada pela mãe e pelo padrasto.
Garoto foi forçado a mentir e acusar o pai. Uma nova pesquisa, desta vez por palavras-chave relacionadas ao caso na Inglaterra, levou ao contexto verdadeiro sobre o que realmente houve. Em 2014, dois irmãos, de oito e nove anos, acusaram o pai de integrar uma seita pedófila satanista, que também seria composta por pais, professores e religiosos do bairro. Vídeos com longos depoimentos do menino e da garota chocaram o país por conta das descrições de agressões, abusos e até prática de canibalismo. As investigações policiais não encontraram qualquer prova, mas descobriram que as crianças foram obrigadas a mentir. A mãe e o padrasto delas queriam incriminar o pai para ficar com a guarda dos irmãos (, em inglês).
Vídeo com o título “Esse um dos 2000 vídeos do arquivo Epstein” mostra um garoto relatando o que supostamente havia presenciado em uma festa: “Meu pai mata bebês e come a carne”. Um homem lhe pede para contar mais detalhes sobre a festa e o menino responde que “tocaram e chutaram as partes íntimas” dele, além de ter recebido “uma injeção para dormir no pescoço”.
Vídeo é de caso ocorrido em 2014. Por meio de uma busca reversa, foi possível localizar verificar que as imagens utilizadas pelas publicações enganosas circulam desde 2014 e não têm ligação com o caso envolvendo Jeffrey Epstein. Um desses vídeos, contendo o relato completo do garoto, afirma que o depoimento se refere a um suposto abuso ocorrido em uma igreja no bairro de Hampstead, em Londres.
Garoto foi forçado a mentir e acusar o pai. Uma nova pesquisa, desta vez por palavras-chave relacionadas ao caso na Inglaterra, levou ao contexto verdadeiro sobre o que realmente houve. Em 2014, dois irmãos, de oito e nove anos, acusaram o pai de integrar uma seita pedófila satanista, que também seria composta por pais, professores e religiosos do bairro. Vídeos com longos depoimentos do menino e da garota chocaram o país por conta das descrições de agressões, abusos e até prática de canibalismo. As investigações policiais não encontraram qualquer prova, mas descobriram que as crianças foram obrigadas a mentir. A mãe e o padrasto delas queriam incriminar o pai para ficar com a guarda dos irmãos (, em inglês)…
Veja a apuração completa no site UOL Confere
