Verificado: Saiba por que o protetor solar é indispensável todos os dias

Apurado pelo site Correio Braziliense

Na era da desinformação, as fake news chegaram à dermatologia com a ideia de que o uso diário de protetor solar não seria mais necessário. Especialistas alertam que essa prática aumenta os riscos de queimaduras, manchas e câncer de pele
Atualmente, nas redes sociais, diversos conteúdos têm demonizado o maior aliado dos cuidados com a pele: o protetor solar. A desinformação faz com que algumas pessoas acreditem que o produto pode causar doenças, manchas, espinhas e até danificar neurônios, quando, na verdade, ele é um dos responsáveis por proteger a pele e prevenir o câncer. Há ainda quem afirme que não usar protetor melhora a textura da cútis.

Ao desestimular o uso do produto, influenciadores digitais podem gerar impactos sérios, colocando a vida de milhares de pessoas em risco. A dermatologista Ana Carolina Sumam considera essa prática irresponsável e sem embasamento científico. “Vejo diariamente as consequências devastadoras da exposição solar desprotegida, como melanomas, carcinomas e fotoenvelhecimento precoce.” relata. “Quando influenciadores com milhões de seguidores propagam que ‘protetor solar é tóxico’ ou que ‘o Sol é sempre benéfico’, estão colocando vidas em risco. É fundamental que plataformas digitais e órgãos reguladores adotem medidas mais rígidas contra a disseminação de desinformação médica”, alerta.

Entre as mentiras mais comuns, Ana Carolina destaca os mitos que chegam até o consultório. Um deles é a crença de que o protetor solar causa câncer por conta dos químicos em sua fórmula. Na realidade, os filtros são extensivamente testados e regulamentados, enquanto o risco de desenvolver a doença pela exposição solar sem proteção é infinitamente maior. 

Outro equívoco recorrente é a ideia de que o protetor impede totalmente a produção de vitamina D. Mesmo com fator de proteção elevado, parte da radiação UV atravessa a pele, e apenas 10 a 15 minutos de exposição em pequenas áreas já são suficientes para estimular a síntese da vitamina. A dermatologista também ressalta que produtos “naturais” nem sempre oferecem proteção adequada.

A ausência de protetor solar expõe a pele aos danos cumulativos da radiação, incluindo envelhecimento precoce, rugas, flacidez, manchas e aumento do risco de câncer. A exposição sem proteção também favorece o surgimento de melasma e pode agravar condições dermatológicas pré-existentes, como rosácea e lúpus cutâneo.

O protetor solar vai muito além da proteção contra a radiação UV, pois também ajuda a reduzir os efeitos da luz visível, como a emitida por telas de celulares, computadores e lâmpadas artificiais, que podem acelerar o envelhecimento da pele e contribuir para manchas. A proteção acontece de forma inteligente e eficaz, com os filtros químicos absorvendo a radiação UV e transformando-a em energia inofensiva, enquanto os filtros físicos, ou minerais, criam uma barreira que reflete os raios ultravioletas…

Veja a apuração completa no site Correio Braziliense