Apurado pelo site Observador 🇵🇹
Circulam nas redes sociais alegadas declarações da primeira-ministra italiana a criticar a ativista sueca, indicando que esta atua sob financiamento do Hamas. Serão verdadeiras?
Circulam nas redes sociais alegadas declarações da primeira-ministra italiana a criticar a ativista sueca, indicando que esta atua sob financiamento do Hamas. Serão verdadeiras?
Os vários navios que integravam a flotilha humanitária Sumud foram intercetados no início do mês de outubro, ao fim de quase um mês de travessia do Mediterrâneo. A iniciativa, protagonizada pela ativista sueca Greta Thunberg e por múltiplas figuras políticas europeias — como a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua —, tinha como objetivo romper o bloqueio naval instalado por Israel na Faixa de Gaza, bem como entregar ajuda humanitária aos habitantes do enclave palestiniano.
O assunto esteve no topo da agenda mediática durante todo o mês de setembro, especialmente quando surgiram os alegados ataques de drones israelitas às embarcações da flotilha. Face a esta ameaça de segurança aparente, o governo espanhol foi o primeiro a tomar ação, disponibilizando um navio da marinha para acompanhar a pequena frota composta por ativistas de várias nacionalidades, garantindo que estes ataques não se voltariam a repetir.
O apoio prestado por Espanha e o reconhecimento da importância da missão não foi uma tendência seguida pela maioria dos restantes países europeus. No decorrer desta iniciativa, alas políticas mais associadas com o apoio a Israel neste conflito que dura há mais de dois anos começaram a procurar as entidades responsáveis pelo financiamento da flotilha Sumud, partilhando, em grande escala, relatórios que supostamente indicam que os ativistas terão recebido financiamento de pessoas ligadas ao Hamas, o grupo palestiniano que controla a Faixa de Gaza.
Apesar de não haver nenhuma fonte oficial da flotilha que tenha confirmado a origem dos fundos que permitiram a realização da missão humanitária, o tema continuou a ser discutido ao longo de toda a viagem até ao Médio Oriente. Nas redes sociais, surge uma declaração associada à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sobre este mesmo assunto. “Greta [Thunberg] foi pré-planeada e financiada pelo Hamas como ameaça à democracia”, lê-se online…
Veja a apuração completa no site Observador 🇵🇹
