Apurado pelo site UOL Confere
Um vídeo compartilhado nas redes sociais engana ao anunciar um aplicativo chamado Loto Lógica que supostamente ajudaria apostadores a ganhar prêmios em loterias. Trata-se de um golpe.
A Caixa informou que os resultados das loterias são definidos por métodos que impossibilitam qualquer tipo de previsão ou manipulação. Um dos vídeos que promovem o aplicativo teve o áudio manipulado por inteligência artificial. O outro utiliza uma reportagem falsa do programa Balanço Geral, da Record, com um homem que se diz criador do sistema.
Áudio foi gerado por IA. O UOL Confere submeteu o vídeo compartilhado pelas publicações enganosas à análise do Hiya Deepfake Voice Detector, especializado na identificação de adulteração de vozes. A ferramenta classificou o áudio como “deepfake”, indicando que o conteúdo foi manipulado digitalmente (abaixo).
Vídeo mostra uma mulher que diz ter estagiado por dois anos na Caixa e que o sistema lotérico teria “falhas”, permitindo a quem “enxerga essas brechas ganhar várias vezes”. Segundo ela, haveria um algoritmo “baseado em padrões ocultos” a partir de resultados antigos e que revelaria os números com maior probabilidade de serem sorteados. Ela afirma que começou a aplicar esse método e ganhou repetidas vezes. A mulher pede para os interessados clicarem no link “saiba mais” para conhecer a fórmula.
Caixa reitera que sistema lotérico impossibilita fraude. Ao UOL Confere, a estatal, responsável pelas loterias no Brasil, afirmou que “os resultados são definidos por meio de processos físicos e aleatórios, como o uso de globos e bolas numeradas, o que impossibilita qualquer tipo de previsão por algoritmos ou manipulação”. A Caixa ainda ressaltou que “os sorteios são realizados com total transparência, segurança e sob fiscalização de auditoria independente, além de serem abertos ao público e transmitidos ao vivo”.
Áudio foi gerado por IA. O UOL Confere submeteu o vídeo compartilhado pelas publicações enganosas à análise do Hiya Deepfake Voice Detector, especializado na identificação de adulteração de vozes. A ferramenta classificou o áudio como “deepfake”, indicando que o conteúdo foi manipulado digitalmente (abaixo)…
Veja a apuração completa no site UOL Confere
