Apurado pelo site Aos Fatos
São falsos os áudios em que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes supostamente lamentam ter sido sancionados pelos Estados Unidos com a Lei Magnitsky. Além de Barroso não ter sido alvo da medida, o Supremo negou, em nota, a veracidade dos áudios. Indícios presentes na gravação também reforçam que os conteúdos foram produzidos digitalmente.
O conteúdo enganoso foi enviado por leitores do Aos Fatos à Fátima, nossa robô checadora (fale com a Fátima). Publicações nas redes com os conteúdos falsos acumulavam 120 mil visualizações no Kwai e 3.800 curtidas no Instagram até a tarde desta quinta-feira (7). As peças desinformativas também alcançaram centenas de usuários no TikTok.
Não são reais os áudios em que Barroso e Moraes supostamente lamentam ter sido alvo de sanções aplicadas pelos EUA via Lei Magnitsky. Além de o STF ter negado a veracidade dos conteúdos e informado que “notificou administrativamente as plataformas”, há diversos indícios que apontam que as gravações foram geradas por ferramentas de IA (inteligência artificial):
Além disso, diferentemente do que aponta o áudio falso, Barroso não foi alvo da Lei Magnitsky. Ele foi afetado apenas pela suspensão do visto de acesso aos Estados Unidos.
Já Moraes, que foi alvo das sanções previstas pela lei no fim de julho, afirmou, durante a abertura do segundo semestre do Judiciário, que vai ignorar as limitações impostas pelo governo americano e continuar trabalhando normalmente (veja abaixo).
Donald Trump alegou perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado, para impor sanções aos magistrados brasileiros e instituir tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA. As novas taxas entraram em vigor na última quarta-feira (6)…
Veja a apuração completa no site Aos Fatos
