Apurado pelo site Aos Fatos
Não é verdade que a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última segunda-feira (13) para condenar a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), por corrupção e lavagem de dinheiro. Os posts enganosos compartilham como se fosse recente uma reportagem veiculada em 2017. No ano seguinte, Gleisi foi absolvida pelo Supremo.
As peças enganosas acumulavam 300 mil visualizações no TikTok e centenas de visualizações no Kwai, além de centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta quinta-feira (16).
Posts nas redes têm compartilhado como se fosse recente uma reportagem do SBT de 2017 (veja abaixo) que noticiava um pedido da PGR para condenação da então senadora Gleisi Hoffmann, de seu marido na época, o ex-ministro Paulo Bernardo, e do empresário Ernesto Rodrigues por corrupção e lavagem de dinheiro.
Na ocasião, a PGR acusava os três de envolvimento em um suposto desvio de R$ 1 milhão da Petrobras. De acordo com a acusação, o dinheiro teria sido usado para financiar a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.
A denúncia foi aceita pela Segunda Turma do STF em setembro de 2016. Em novembro de 2017, data em que foi ao ar a reportagem do SBT, a então procuradora Raquel Dodge apresentou à corte suas alegações finais — última fase do processo antes da sentença.
Na época, Dodge pediu também o pagamento de multa e a cassação da então senadora…
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