Falso: Moraes afastou ex-procurador-geral do MA por descumprir ordens do STF

Apurado pelo site UOL Confere

Não é verdade que o ministro do STF Alexandre de Moraes afastou o ex-procurador-geral do Maranhão Valdênio Nogueira Caminha porque ele teria apresentado provas de corrupção contra o ministro Flávio Dino, que foi governador do estado entre 2015 e 2022.

Moraes determinou o afastamento de Valdênio em agosto porque considerou que ele descumpriu uma decisão do Supremo que determinou a suspensão da nomeação de parentes do governador Carlos Brandão (sem partido) em cargos da administração pública. Para o ministro, a prática caracteriza nepotismo.

Ministro suspendeu nomeação de cinco parentes do governador do Maranhão. Em outubro de 2024, Moraes determinou a suspensão da nomeação de parentes do governador Carlos Brandão (sem partido) em órgãos e empresas públicas do estado (leia aqui). Para Moraes, a prática caracterizava nepotismo. O procurador-geral do Estado, no entanto, autorizou a continuidade do pagamento de salário a um desses servidores e atrasou a exoneração de outro.

Uma montagem com as fotos de Nogueira Caminha e Moraes é compartilhada com o seguinte texto sobreposto: “URGENTE Procurador-geral do Maranhão é afastado por Alexandre de Moraes após apresentar provas de corrupção contra Flávio Dino. Foram tantas as provas apresentadas contra o ministro Flávio Dino que se fossem convertidas em pena poderiam somar mais de 40 anos de prisão”

Moraes determinou o afastamento do procurador-geral por descumprir decisão do STF. No dia 15 de agosto, o ministro do Supremo determinou o afastamento deNogueira Caminha do cargo de procurador-geral do Estado do Maranhã e o proibiu de ocupar funções em Poderes estaduais (leia aqui). De acordo com o STF, o então procurador-geral descumpriu ordens da corte ao adotar medidas para atrasar ou inviabilizar a decisão do Supremo de suspender a nomeação de servidores por nepotismo. A ação, que tramita no STF, foi movida pelo partido Solidariedade.

Ministro suspendeu nomeação de cinco parentes do governador do Maranhão. Em outubro de 2024, Moraes determinou a suspensão da nomeação de parentes do governador Carlos Brandão (sem partido) em órgãos e empresas públicas do estado (leia aqui). Para Moraes, a prática caracterizava nepotismo. O procurador-geral do Estado, no entanto, autorizou a continuidade do pagamento de salário a um desses servidores e atrasou a exoneração de outro…

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