Apurado pelo site UOL Confere
É falso que Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, esteja anunciando um medicamento contra impotência sexual chamado Viril Fortex.
As peças desinformativas usam um vídeo manipulado digitalmente do empresário para promover o produto, que não é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O órgão recomenda às pessoas para não se automedicar e que procurem profissionais de saúde habilitados.
Agência orienta pacientes a consultar médicos. A Anvisa recomenda às pessoas para não se automedicarem e “procurarem um profissional de saúde habilitado que possa avaliar o caso concreto do paciente”. O órgão também pede atenção a anúncios de produtos suspeitos e verifiquem “o uso de palavras ou expressões que não são comuns ou são proibidas em medicamentos, como os exemplos: ‘Medicamento Natural’, ‘Produto Natural’, ‘100% Natural’ ou ‘100% Saudável'”.
Vídeo mostra Luciano Hang aparentemente durante uma participação em um podcast. No áudio atribuído ao empresário, Hang supostamente diz ter “usado um remédio para disfunção erétil e ejaculação precoce”, recomendado “por um médico da mesma igreja” que ele frequenta. Hang “afirma” que o profissional lhe apresentou “um remédio natural, aprovado pela Anvisa” e que “mesmo com diabetes e pressão alta” o produto deu resultado. Ele “pede” aos interessados para clicarem no link contido na publicação e “ressalta” que o remédio “pode ser pago em 12 parcelas”, cujo valor “é menor do que um lanche”, e com “frete grátis para todo o Brasil”.
Anvisa alerta que não regularizou produto. Ao UOL Confere, a agência esclareceu que “não há medicamento regularizado junto à Anvisa com a denominação ‘Viril Fortex’. Da mesma forma, não há suplemento alimentar que já esteja regularizado junto à agência com este nome”. O UOL Confere consultou a lista de medicamentos aprovados pela agência e buscou por “Viril Fortex”, mas a pesquisa não retornou resultado (aqui e abaixo).
Agência orienta pacientes a consultar médicos. A Anvisa recomenda às pessoas para não se automedicarem e “procurarem um profissional de saúde habilitado que possa avaliar o caso concreto do paciente”. O órgão também pede atenção a anúncios de produtos suspeitos e verifiquem “o uso de palavras ou expressões que não são comuns ou são proibidas em medicamentos, como os exemplos: ‘Medicamento Natural’, ‘Produto Natural’, ‘100% Natural’ ou ‘100% Saudável'”…
Veja a apuração completa no site UOL Confere
