Apurado pelo site UOL Confere
Não é verdade que o “maior estudo de autópsia” tenha revelado que “74% morreram por causa das vacinas”. O suposto estudo em questão já foi refutado por pesquisadores e checadores de fatos dos Estados Unidos.
Trata-se, na verdade, de um pré-print (estudo inicial sem revisão) que foi removido do site da revista The Lancet porque as conclusões não eram compatíveis com a metodologia usada. Além disso, os autores têm relações com movimentos antivacina e negacionistas.
O pedido de checagem foi enviado ao UOL Confere pelo WhatsApp (11) 97684-6049.
O que diz o post
No vídeo ele diz que “desses casos que chegaram para autópsia após a vacinação, em 73,9% dos indivíduos, foi determinado que a vacina foi a causa da morte”.
Suposto estudo era pré-print enviesado e com metodologia questionável. O site de verificação de fatos FactCheck.org dos Estados Unidos desmentiu as alegações do suposto estudo em 2024 (leia aqui, em inglês). A agência de notícias AFP também já checou sobre os dados apresentados pelos autores em 2023 (aqui) e no ano passado (aqui). O arquivo havia sido disponibilizado no repositório de pré-prints da Revista The Lancet em 2023. Esses arquivos não são publicações oficiais da revista nem significam que estão em revisão pelo periódico. Pré-prints são estudos em estágios iniciais sem revisão de pares, isto é, sem que suas hipóteses tenham sido contestadas ou confirmadas por outros pesquisadores…
Veja a apuração completa no site UOL Confere
