Falso: ‘Débora do batom’ está em prisão domiciliar; vídeo engana ao comparar penas

Apurado pelo site UOL Confere

Um vídeo compartilhado nas redes sociais engana ao comparar a condenação de Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida por pichar uma estátua em frente ao Supremo no 8 de Janeiro, às de Oruam, Suzane von Richthofen, Alexandre Nardoni e Lula.

A publicação insinua que a cabeleireira recebeu uma punição pesada “por pichar uma estátua com batom”, enquanto os outros quatro estão livres após cometerem crimes graves.

O conteúdo omite que Débora foi condenada por cinco crimes após sua participação nos atos antidemocráticos de 2023. Ela foi condenada a 14 anos de prisão e, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, cumpre atualmente a pena em regime domiciliar, e não no fechado, como afirmam as publicações enganosas.

O vídeo, feito com auxílio de ferramentas de inteligência artificial, distorce os casos de Oruam, Suzane, Nardoni e Lula, dando a entender que houve impunidade.

Vídeo contém imagens de cinco pessoas feitas com inteligência artificial: Oruam, Lula, Suzane, Alexandre e Débora. Cada um deles “conta” sobre seus casos na Justiça. Os quatro primeiros “dizem” que estão livres após serem condenados por crimes graves como associação ao tráfico, corrupção e assassinatos. Já Débora “relata” que continua presa em regime fechado e condenada a 14 anos de prisão “por pichar uma estátua com batom”. Na sequência, um narrador diz: “Será que a Justiça no Brasil julga todos da mesma forma? Ou depende de quem está no banco dos réus? Reflita sobre isso”.

Vídeo foi criado por IA. O UOL Confere submeteu o conteúdo usado pelas publicações enganosas à análise do Hive Moderation, especializado na identificação de adulterações digitais. O aplicativo indicou, com uma probabilidade de 100%, que o vídeo foi gerado com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial (abaixo)…

Veja a apuração completa no site UOL Confere