Apurado pelo site UOL Confere
Uma perícia da Polícia Federal sobre a veracidade de um áudio na campanha de 2024 acabou ficando inconclusiva e mantendo na Justiça a vitória de um prefeito no interior do Maranhão. Ele ganhou por apenas 565 votos.
O episódio expõe as dificuldades da Justiça Eleitoral para lidar com conteúdos suspeitos de terem sido feitos com inteligência artificial. O candidato derrotado abriu um processo para pedir que o áudio fosse investigado porque, segundo ele, era fraudulento e feito por IA.
O laudo da PF não foi conclusivo. Sem ter a certeza de que o conteúdo era realmente falso, a Justiça Eleitoral julgou improcedente a ação, em 19 de dezembro do ano passado, e manteve o vencedor. O candidato derrotado recorreu, e o caso está agora na segunda instância, no TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão), onde ainda será analisado.
Vitorioso divulgou o áudio em comícios na véspera do primeiro turno de 2024. Gentil Neto (PP) colocou em um microfone o áudio replicado pelo seu celular durante atos em Caxias, no interior do Maranhão. O episódio foi gravado por pessoas na plateia e repercutiu nas redes sociais e na imprensa local.
Gentil venceu a eleição por 565 votos. Derrotado, o candidato Paulo Marinho Junior, conhecido como Paulinho (PL), acionou a Justiça Eleitoral, afirmando que a voz supostamente fraudulenta teria contribuído para o resultado final, diante da pequena diferença de votos. A cidade tem 113.149 eleitores.
Áudio trata de demissão de servidores. A voz transmitida foi atribuída ao pai de Paulinho, o ex-deputado Paulo Marinho, e afirmava que, em caso de vitória do filho, a nova gestão demitiria todos os servidores e entregaria os cargos ao deputado federal Josimar Maranhãozinho, também do PL. Em março, ele será julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares. Maranhãozinho nega irregularidades…
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