Apurado pelo site Observador 🇵🇹
Circula nas redes sociais a teoria de que as celebrações natalícias foram canceladas em várias escolas do país “para não ofender islâmicos”. Mas a narrativa é conspiracionista — e falsa.
Circula nas redes sociais a teoria de que as celebrações natalícias foram canceladas em várias escolas do país “para não ofender islâmicos”. Mas a narrativa é conspiracionista — e falsa.
“A poucos dias do Natal, e ninguém fala sobre este caso gravíssimo! NATAL CANCELADO EM ALGUMAS ESCOLAS PARA NÃO OFENDER”, lê-se numa publicação nas redes sociais acompanhada de uma imagem onde consta, em letras garrafais: “Natal cancelado em escolas para não ofender islâmicos”. Variações desta mensagem circularam no Facebook no último mês, em força na semana do Natal, colecionando gostos, partilhas e comentários. Mas será verdade?
Grande parte das publicações disseminadas não aponta para qualquer fonte da suposta informação. Outras remetem para um artigo da Folha Nacional, jornal do partido Chega, em que é descrito que o Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, “decidiu eliminar por completo todos os elementos natalícios das fotografias escolares”. “A medida, apresentada como um gesto de ‘igualdade’ entre alunos que celebram e que não celebram o Natal, caiu como uma bomba entre pais que se sentiram surpreendidos, desrespeitados e, sobretudo, culturalmente apagados”. O artigo procede com declarações de André Ventura, líder do partido de extrema-direita, que classifica o suposto cancelamento como um “apagamento cultural em versão escolar”, e o princípio da extinção da “própria identidade portuguesa.”
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Veja a apuração completa no site Observador 🇵🇹
