Apurado pelo site UOL Confere
Vídeo nas redes sociais desinforma ao afirmar que Bolsonaro “não conseguiu fazer nada” da construção.
Diferentemente do que alega uma postagem no TikTok, a Ponte de Xambioá, que liga as cidades de Xambioá, no Tocantins, e São Geraldo do Araguaia, no Pará, começou a ser construída em 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — ou seja, a obra não foi completamente realizada no governo Lula (PT). As obras foram concluídas em 2025, e a inauguração da ponte aconteceu em 18 de novembro.
A autorização para início das obras foi assinada ainda em setembro de 2017, no mandato do ex-presidente Michel Temer (MDB). Com a ponte, a expectativa era de grande melhoria na logística da BR-153, principal rota para o escoamento da produção local, caracterizada principalmente pelas atividades da agropecuária, de mineração e serrarias, conforme comunicado do Governo na época.
No entanto, uma das empresas que disputava a licitação conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que embargou as obras, que só começaram três anos depois, após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) obter decisão favorável para iniciar a construção.
Então, o governo federal anunciou, em abril de 2020, que assinou novamente a ordem de serviço para começar a construção. Meses depois, em agosto de 2020, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, publicou um vídeo no Facebook mostrando as primeiras estacas da ponte sobre o Rio Araguaia. Já em agosto de 2022, dois anos após o início das construções, como o Comprova publicou em verificação anterior, o DNIT informou que a obra estava 70% executada.
O Comprova também consultou registros do navegador Copernicus, plataforma da União Europeia que monitora o planeta por meio de imagens de satélite e sensores. Elas evidenciam que em setembro de 2019, não havia nenhuma estrutura no Rio Araguaia. Já em dezembro de 2022, último mês do governo de Bolsonaro, a ponte estava em estágio avançado de obras…
Veja a apuração completa no site UOL Confere
