Apurado pelo site Aos Fatos
Em meio ao esforço da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Belém (PA), para articular uma ação global para frear a mudança do clima, teses negacionistas tentam descredibilizar a cúpula e negar a gravidade da crise climática nas redes. Aos Fatos identificou um núcleo recorrente de alegações falsas que se repetem há anos, mas que ganharam novo impulso com a conferência.
Essas alegações costumam misturar interpretações distorcidas de estudos acadêmicos e inversão de conceitos científicos. O objetivo é criar a impressão de que não existe consenso sobre as causas das mudanças climáticas ou sobre os impactos do desmatamento e da queima de combustíveis fósseis.
As evidências acumuladas ao longo das últimas décadas, no entanto, mostram exatamente o contrário: a temperatura do planeta está subindo de modo acelerado e a principal razão são as atividades humanas.
A seguir, Aos Fatos lista os três argumentos mais usados por negacionistas para minimizar o impacto das mudanças climáticas sobre a vida na Terra e explica por que elas não se sustentam:
Uma das principais mentiras contadas pelos negacionistas há décadas é a de que as mudanças climáticas seriam explicadas apenas por variações naturais — como atividade solar, erupções vulcânicas ou ciclos geológicos —, sem influência significativa das atividades humanas.
A alegação contraria um consenso na comunidade científica: uma análise de 88.125 artigos em 2021 verificou que mais de 99% dos estudos revisados concluíram que as mudanças climáticas são causadas pelo estilo de vida humano…
Veja a apuração completa no site Aos Fatos
