Verificado: PGR defende condenação de 7 por desinformação

Apurado pelo site Correio Braziliense

Gonet pede punição do grupo formado, na maioria, por militares, acusado de promover a radicalização e a desconfiança sobre instituições brasileiras com a disseminação de fake news. Julgamento será retomado na próxima semana
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos sete réus do Núcleo 4 da tentativa de golpe. O “núcleo da desinformação” tem maioria formada por militares e foi acusado de promover a radicalização e a desconfiança sobre instituições brasileiras com a disseminação de informações falsas.

No julgamento, iniciado nesta terça-feira, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalhou a atuação do grupo e alegou também ataques virtuais a instituições, além da mobilização de civis e militares contra o resultado das urnas.

“Foram os integrantes deste núcleo, agora em julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas, no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando, sordidamente, contra o povo”, disse Gonet.

Para o PGR, a ação do grupo foi “dolosa, premeditada e articulada” com o objetivo de desestabilizar o regime democrático e incentivar uma intervenção das Forças Armadas. “As condutas não foram aleatórias. Houve intenção política e adesão ao projeto de ruptura institucional”, afirmou Gonet, ao pedir a condenação dos réus.

O núcleo é formado pelos militares do Exército Ailton Barros (ex-major), Ângelo Denicoli (major da reserva), Giancarlo Rodrigues (subtenente), Guilherme Almeida (tenente-coronel) e Reginaldo Abreu (coronel); pelo agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet e pelo presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Cesar Moretzsohn. O IVL foi o responsável por um relatório contratado pelo PL, partido de Jair Bolsonaro, em 2022, para questionar os resultados das urnas no segundo turno das eleições. Segundo a PGR, a atuação do grupo se estendeu entre julho de 2021 e janeiro de 2023.

Antes de Gonet, o ministro relator, Alexandre de Moraes, fez a leitura das acusações aos réus. Segundo o magistrado, a PGR apresentou indícios robustos de que os acusados agiram com o objetivo de enfraquecer o regime democrático. Dentre os fatos destacados, estão ordens expressas para atacar comandantes das Forças Armadas que não aderiram à trama golpista, produção de materiais para fortalecer a narrativa de fraudes nas eleições e a utilização da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades…

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