Apurado pelo site Aos Fatos
Não é verdade que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi condenado nos Estados Unidos por crimes contra o país. As peças desinformativas tiram de contexto o vídeo do momento em que o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, anuncia as sanções da Lei Magnitsky contra o magistrado — e não uma condenação criminal.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam cerca de 170 mil visualizações no Kwai, centenas de visualizações no TikTok e 1.000 curtidas no Facebook até a tarde desta quinta-feira (28).
Publicações enganam ao afirmar que o ministro Alexandre de Moraes foi condenado pela Justiça americana nesta terça-feira (28) por “crimes contra os EUA”. Não há qualquer registro do tipo nos canais oficiais do governo norte-americano ou na imprensa.
As peças desinformativas compartilham, como se fosse prova da condenação, o vídeo da coletiva de imprensa em que o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, comenta as sanções impostas a Moraes pela Lei Magnitsky.
A coletiva ocorreu em 31 de julho, um dia após o anúncio oficial das sanções. Na ocasião, Pigott classificou Moraes como um “juiz ativista” e um “ator estrangeiro maligno”:
Aos Fatos já desmentiu uma série de outras alegações falsas envolvendo a Lei Magnitsky, como as de que Lula () ou o ministro Luís Roberto Barroso (aqui) também teriam sido sancionados. Até o momento, Moraes é o único brasileiro punido pela medida…
Veja a apuração completa no site Aos Fatos
