Falso: Fake news e o marketing digital

Apurado pelo site Correio Braziliense

“Se a atenção dos consumidores e usuários está nas telas em geral, é mandatório que marcas e empresas se valham do ambiente digital para promover pessoas, produtos e serviços”
Bruna Zanini* — Podemos dizer que, entre tantas outras iniciativas de promoção de marcas e pessoas, o marketing digital representa importante papel nos planos de comunicação construídos.

Se a atenção dos consumidores e usuários está nas telas em geral, é mandatório que marcas e empresas se valham do ambiente digital para promover pessoas, produtos e serviços. No digital, fatos, assuntos e notícias podem viralizar e tomar proporções nacionais e, até mesmo, globais em poucas horas [para não dizer minutos]. Isso pode ser muito positivo ou ser manipulado de maneira totalmente avassaladora, utilizando-se de mentiras, meias-verdades e informações questionáveis.

Explico, uma informação fora de contexto, ainda que sem dolo por parte do interlocutor, pode ser interpretada de inúmeras maneiras, inclusive, de forma prejudicial. Se disseminada on-line, pode gerar prejuízos e danos irreparáveis às vítimas. A internet é “uma faca de dois gumes” onde pode-se tanto obter resultados arrojados em vendas e relevância quanto ser assolado por fake news disseminadas.

Empresas e influenciadores digitais, devido às suas posições de relevância e notoriedade, são constantemente vítimas de casos de fake news, o que gera graves problemas reputacionais, impactando diretamente seus negócios.

A fim de ilustrar tal questão, compartilho o caso que imagino ser de conhecimento de grande parte dos leitores: o caso da doceria Perdomo Doces que, em dezembro de 2023, foi acusada de supostamente ter doces envenenados. A despeito de tratar-se de uma investigação devido a duas pessoas terem falecido por supostamente terem comido doces envenenados, o simples anúncio de uma investigação conduziu milhares de internautas a “cancelarem” e repudiarem a marca, sem qualquer espaço para contraditório ou direito de defesa perante o apedrejamento da opinião pública.

Fato é que em poucos dias ficou evidenciado que a doceria não possuía qualquer envolvimento nos envenenamentos. Isso foi um alívio para a marca, mas o que o público em geral não sabe são os reflexos de uma situação de cancelamento prematuro para a operação de uma marca…

Veja a apuração completa no site Correio Braziliense