Verificado: A verdade sobre o ‘café fake’: por dentro do ‘parece, mas não é’ que se espalha pelos supermercados

Apurado pelo site Correio Braziliense

Já ouviu falar de óleo composto, creme culinário, composto lácteo, cobertura cremosa? O “café fake” – um pó para preparo de bebida à base de café vendido em embalagem muito semelhante à dos cafés tradicionais – é um caso extremo de uma tendência que se fortalece em momentos de aceleração da inflação como o atual.
“O café é um monoproduto extraído do grão do café. Junto a esse grão, depois de secado e beneficiado, sobram casca, mucilagem (camada viscosa do grão), pau, pedra, palha e tudo o que vem junto com o café – mas não é café.”

Foi assim que o diretor da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, descreveu, em um vídeo que circulou na última semana, o “cafake”, item que vem sendo encontrado em alguns supermercados com embalagem semelhante à do café, mas que é outra coisa.

Trata-se de um “pó para preparo de bebida à base de café”, que viralizou nas redes sociais como “café fake” e “cafake”, uma mistura de café com impurezas que, segundo a Abic, não tem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializada.

Na imagem que tem sido compartilhada na internet, o pacote de meio quilo sai por R$ 13,99, menos da metade do preço médio do café no varejo atualmente, quase R$ 30.

Três marcas de “café fake” foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 2 de junho, conforme comunicado divulgado pelo órgão.

A Anvisa determinou o recolhimento dos produtos e a partir de agora ficam também proibidas sua distribuição, fabricação e propagandas…

Veja a apuração completa no site Correio Braziliense