Falso: Lídia Jorge apelou à ‘extinção’ dos portugueses?

Apurado pelo site Observador 🇵🇹

Circula nas redes sociais uma publicação com uma alegada citação da escritora portuguesa do discurso que proferiu nas comemorações do 10 de Junho, esta terça-feira, em Lagos. Mas a informação é falsa.
Circula nas redes sociais uma publicação com uma alegada citação da escritora portuguesa do discurso que proferiu nas comemorações do 10 de Junho, esta terça-feira, em Lagos. Mas a informação é falsa.

A escritora Lídia Jorge presidiu às comemorações do 10 de Junho, em Lagos, esta terça-feira. No discurso, a autora e conselheira de Estado começou por centrar a sua intervenção na vida e obra de Camões, mas acabou por fazer uma condenação do racismo, da escravatura e da cultura da mediocridade.

O discurso, de quase 30 minutos, foi amplificado pela comunicação social (nomeadamente no Observador), mas já foi alvo de manipulação nas redes sociais. No Facebook circula uma publicação onde se lê: “Qualquer sentido de auto-preservação étnica é moralmente inaceitável. É tempo de os portugueses abraçarem a sua extinção de uma vez por todas.” As frases são atribuídas ao discurso de 10 de Junho de “Lídia Jorge, escritora e autora”. Só que as frases supracitadas nunca foram ditas.

Os 29 minutos do discurso de Lídia Jorge foram publicados na íntegra no Observador e a transcrição completa do discurso foi publicada no site da revista Visão. Em nenhum momento a autora de Misericórdia (2023) diz as duas frases que lhe são atribuídas em publicações redes sociais, somando gostos e partilhas…

Veja a apuração completa no site Observador 🇵🇹